Os hábitos de consumo de mídia, independentemente do padrão que for adotado, estão em mudança. A informação está deixando de ser imposta pelas redes e escolhidas pelo usuário. É a era OnDemand, onde quem escolhe a grade de programação é o telespectador. Poderemos assistir a novela das 8 pela manhã, o Big Brother na hora do almoço e o Globo Esporte à noite.
A TV digital permitirá a interatividade. Poderemos interagir com o conteúdo da TV, participar de votações, jogos e mandar e–mails. Poderemos escolher com qual câmera queremos assistir aos jogos da seleção brasileira. Conseguiremos inclusive fazer compras pela TV. Já imaginou o sucesso de vendas das roupas usadas por atrizes da Globo sendo vendidas por controle remoto durante a novela?
A Globo.com já é um exemplo de como irá funcionar a TV digital. A NBA (liga profissional de basquete americano) só pode ser assistida pela internet. O assinante da Globo.com pode assistir a todos os jogos do campeonato sob demanda. No site do Big Brother você tem acesso a câmeras exclusivas 24 horas por dia. Pode votar nos emparedados, concorrer a promoções e ainda comprar alguns produtos usados pelos participantes da casa, como o famoso edredom.
Fica claro que a escolha do padrão de TV digital irá afetar toda a cadeia produtiva do setor de comunicações. Desde as redes de televisão, passando por agências, produtoras, fornecedores e anunciantes, todos sofrerão com as mudanças. O que mostra a importância desta decisão que será tomada nos próximos dias.
Entretanto, independente de qual padrão for escolhido, estamos em um caminho sem volta, em que agências e anunciantes terão que adaptar a propaganda e o marketing para novos hábitos de consumo. Teremos que apreender a vender produtos e serviços com interatividade e sob demanda.Fonte: (http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/02/22/chegada-da-tv-digital-acelera-mudancas-na-propaganda/)
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